6 de jun. de 2011

SEJA GENTIL

O mundo hoje está muito agitado.

Pessoas correm de um lado para o outro sem tempo de respirar, de se importar ou de respeitar o outro. Estamos tão atarefados, envolvidos em projetos gigantescos para ganhar a vida que estamos nos esquecendo de viver nossa vida. A ansiedade, a angústia, o medo tem feito de nós qualquer coisa menos pessoas humanas.

Por que digo isso? O atributo maior do ser humano é a gentileza e disso estamos totalmente esquecidos.

A pressa nos leva na corrente daqueles que nem mesmo se percebem. Vejam o exemplo do trânsito: alí somos todos animais irracionais. Não podemos dar a vez, dirigimos costurando, apressados, sem perceber que quem está a nossa frente, ao nosso lado, é outro ser humano como nós, pais e mães, maridos e esposas, filhos e filhas. Ali todos são ameaças em potencial, alguém que preciso vencer, passar a frente, alguém que está me impedindo de andar mais rápido, de chegar mais depressa, e como vimos essa semana num lamentável episódio de tentativa de assassinato cometido pelo “motorista” Ricardo Neis em Porto alegre, mesmo que esse outro sejam vários ciclistas..

Mas queremos chegar aonde? Como podemos saber que destino queremos se nem ao menos conseguimos sentir o caminho por onde estamos indo?

A minha filha contou uma piadinha de escola que me fez pensar muito. Ela disse que a amiguinha perguntou ao pai em uma pesquisa pra escola:

“- Pai, o que a mamãe mais odeia no mundo?

Ele respondeu

- Essa é fácil: seres humanos.”

Todos riram muito, mas é mesmo de chorar. Nossa civilização está nos ensinando a odiar seres humanos. O que será de nossos filhos? Dos filhos dos nossos filhos?

A gentileza hoje é uma palavra desconhecida das pessoas em geral. O que é gentileza? Gentileza é a qualidade ou caráter de alguém nobre, generoso. Está ligado a amabilidade.

Nesse mundo onde temos que matar um leão por dia e onde se diz que o mundo é dos espertos, ser gentil ficou relegado aos bobalhões. Desde então passamos a viver na selva da cidade grande. Pois é.

Existe um americano chamado Winn Claybaugh, que vem fazendo um movimento chamado “Seja Gentil”. Assim, simples assim. Esse mesmo americano escreveu um livro “Seja Gentil”. Um livro muito simples, cheio de coisas que estamos carecas de saber, mas que nunca praticamos. Ele convida a todos a praticarem a gentileza. Ele defende que pequenas mudanças de comportamento no dia a dia podem revolucionar toda uma sociedade.

Eu acredito nele, decidi propor isso aqui e fazer isso no meu dia a dia. Que tal algumas dicas:

Quando alguém lhe cortar no transito, ao invés de xingar de… você deseja que aquela pessoa seja muito feliz, pois pessoas felizes são gentis.

Se você anda de ônibus, dê o seu lugar a outra pessoa, de todo seu coração, pois você é uma pessoa boa.

Experimente dizer obrigado olhando nos olhos do garçom que te serviu, da tia da limpeza ou mesmo do seu filho quando lhe fez um favor.

Seja gentil, regue seu bom humor, sorria agradeça mais, reclame menos.

Elogie alguém da sua família, do seu trabalho.

Parabenize a você mesmo.

Respire o ar do dia e agradeça a natureza pelo sol, pela chuva ou a maneira como ela se manifestar naquele dia.

Agradeça a seus pais por serem exatamente como são. Cada um tem os pais que precisa para evoluir nesse caminho.

Junte-se ao movimento revolucionário do “Volte a Ser Humano”, seja gentil.

Você já imaginou se cada um de nós adotar uma única postura gentil por dia? Aqui se transformaria no paraíso.

Vamos fazer?

Seja gentil.

Crédito: Posted: 02 Mar 2011 11:42 AM PST / Psic. Odegine Graça

28 de mai. de 2011

DIA SEM IMPOSTO

O Brasil representa hoje a oitava maior economia do mundo, e passou a ocupar lugar de destaque no cenário internacional graças à política monetária e fiscal que tem seguido nos últimos 20 anos. Com um sistema político estável e a outorga do grau de investimento pelas agências de análise e risco de crédito, não é sem razão que este novo mercado tem sido constantemente citado em diversos periódicos econômicos estrangeiros. O custo tributário brasileiro, contudo, continua alto e impede, deliberadamente, o crescimento econômico nacional.

No ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Direito Tributário, de cada R$ 10 gerados pela economia, R$ 3,50 foram entregues à administração pública. O detalhe cruel, muitas vezes esquecido, é que neste montante não estão incluídas as despesas com as obrigações acessórias, que costumam onerar ainda mais os empreendedores em razão dos investimentos necessários para a aquisição de equipamentos e emissão de declarações fiscais.

O Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) é uma boa nova que promete eficiência na arrecadação, simplificação e racionalização dos custos fiscais, mas até que outras obrigações sejam eliminadas é um peso a mais que sobrecarrega a atividade empresarial. Na última quarta-feira (dia 25) foi celebrado o Dia Nacional sem Imposto. Nossa saudação à louvável atitude daqueles comerciantes que, renunciando às suas receitas, decidiram dar apoio à causa ao demonstrar à população o tamanho da participação do Estado brasileiro sobre toda a cadeia de negócios.

Arrecadar muito e redistribuir com forte intervenção na economia ou reduzir a arrecadação, acreditando no livre desenvolvimento do mercado, é o debate que deve ser travado no Congresso Nacional.

O que não pode ser perpetuado é o atual modelo de alta arrecadação sem a proporcional devolução de serviços públicos que assegurem a dignidade da existência humana.

CRÉDITO: Dia sem imposto, por Felipe Lückmann Fabro-Advogado tributarista, professor de Direito / JORNAL DIARIO CATARINENSE - 28 DE MAIO DE 2011 - Nº 9183 - ARTIGOS

26 de mai. de 2011

CORITIBA CHEGA NA FINAL DA COPA DO BRASIL

Na noite desta quarta-feira (25/05) o Coxa conquistou vaga para disputar a decisão da Copa do Brasil, ao vencer o retrancado Ceará pelo placar de 1x0. Parabéns ao elenco pela garra, determinação e bom futebol apresentado. Parabéns a torcida coxa-branca pela força, pois o estádio Couto Pereira estava praticamente lotado, com público presente, chegando próximo aos 30.000 espectadores. Torcida fervorosa, transformou-se literalmente no 12º jogador, vibrando, empurrando e apoiando, durante todo o jogo. E agora, que venha o Vasco.......

23 de mai. de 2011

FÓRUM DA FAMÍLIA

PATRIOTISMO COXA BRANCA

Assistindo pela TV ao jogo de estréia do Coritiba no campeonato brasileiro neste domingo (22/05), notei um fato que me levou a escrever estas poucas linhas no sentido de enaltecer o comportamento da torcida coxa-branca. Com as duas equipes e arbitragem devidamente postadas para a execução do hino do estado do Paraná e Nacional, a televisão fez algumas tomadas de imagens da torcida e pode-se notar o respeito do público na execução dos hinos. Crianças, jovens e adultos, em posição de respeito e o mais interessante, cantando os hinos apresentados. Foi uma demonstração de civismo que a muito eu não presenciava e me fez recordar dos tempos de escola, em que toda a semana era hasteada as bandeiras e cantava os hinos, municipal, estadual e nacional, além de outros. Tempo em que tinhamos a disciplina de "educação moral e cívica". Infelizmente o resultado do jogo, para nós coritibanos, não foi o esperado, mas a equipe está com créditos e vamos esperar para que quarta feira o resultado seja diferente, pois nos dará o direito de disputar pela primeira vez a decisão da "copa do Brasil".

ESTÍMULO À ADOÇÃO

ESTÍMULO À ADOÇÃO

O slogan é Adoção: Laços de Amor. A campanha será lançada hoje na Assembleia Legislativa. O objetivo é estimular a adoção de crianças e adolescentes que vivem em casas de acolhimento em Santa Catarina. A iniciativa dará ênfase à importância da adoção de crianças mais velhas, eis que 80% dos pretendentes dão preferência para bebês de até três anos, ao passo que 62% das 1.656 crianças, que nas 30 instituições de acolhimento que funcionam no território estadual aguardam uma família adotiva, têm mais de 10 anos. No momento, estão inscritos, em Santa Catarina, 3.586 candidatos a pais e mães adotivos no Cadastro Único Informatizado de Adoção e Abrigo (Cuida). A campanha que, com forte apoio institucional e dos meios de comunicações, se estenderá até o final do ano, é uma oportuna, meritória e sensível iniciativa do Ministério Público de Santa Catarina, Ordem dos Advogados do Brasil, Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa. Outro foco será a necessidade de abreviar sem prejuízo do necessário cuidado que o ato exige os procedimentos burocráticos, cuja lentidão funciona, também, como um fator de desestímulo às adoções.

Relatório do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) estima que há mais de 80 mil crianças e adolescentes nas cerca de 600 casas de acolhimento no país, sendo que 10% estão prontos para adoção. Embora 63,6% sejam afrodescendentes e 61,3% tenham entre sete e 15 anos, a maioria dos postulantes a adotá-los prefere bebês, meninas e com pele clara, num evidente desconhecimento (ou preconceito?) da realidade étnica e sociocultural do país.

Com efeito, o perfil idealizado pelos interessados em adotar um filho está na contramão da realidade. Superar esses obstáculos, que se antepõem àquele que deve ser um ato de amor e redenção, há de ser, também, um dos alvos da campanha que hoje decola em Santa Catarina. Laboram em erro aqueles que temem que crianças mais velhas possam ter problemas de educação impossíveis de ser corrigidos no acolhimento e na convivência com as famílias adotivas. A experiência atesta o contrário.

Mais importante do que idade, sexo ou etnia do adotado é que os adotantes tenham plena consciência das responsabilidades exigidas pela paternidade e maternidade. As dificuldades de criar filhos biológicos e adotivos não diferem muito. Todos precisam de atenção, limites, proteção e, antes de tudo, amor. Adoção: Laços de Amor, o tema definidor da campanha dá a “lição de casa”. É uma campanha de redenção de vidas, de pequenas e sofridas vidas que a sociedade do consumismo e do espetáculo colocou à margem, uma iniciativa que vale, também, como um instrumento para recriar a dimensão do humano num mundo sem vínculos.

23 de maio de 2011 | N° 9178 - EDITORIAIS - JORNAL DIARIO CATARINENSE