26 de nov. de 2012

A OBSESSÃO PELO MELHOR


Leila Ferreira é uma jornalista mineira com
mestrado em Letras e doutora em
comunicação em Londres,
que optou por viver uma vida
mais simples, em Belo Horizonte

Estamos obcecados com "o melhor".

Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor".
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a
melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta.

O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás, com inveja e que nos distingue, nos
faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".

Isso até que outro "melhor" apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso
acontecer.

Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também.
E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.

O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa
espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.

Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta
conquistar ou ter.

Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.

Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo
melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.

Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos,
às vezes, é mais do que suficiente.

Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?

Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de
chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?

E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?

O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?

Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um
melhor e dez vezes mais caro?

O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?

Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixados ansiosos
e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.

A casa que é pequena, mas nos acolhe.
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.

A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens
"perfeitos".

As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar à
chance de estar perto de quem amo...

O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.

O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.

Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?
Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?

Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos.

Fonte: email recebido

22 de out. de 2012

TEMPLOS NÃO RESOLVEM!

Templos não resolvem!


Semana passada recebei por email informação sobre inauguração de um super templo viabilizado pelo Padre Marcelo Rossi em São Paulo. Foram mais de R$ 6 milhões de investimentos. Respeito muito o trabalho do Padre, mas as igrejas, no geral, estão mais preocupadas com edificações de templos físicos do que abrir o coração do povo para ser o verdadeiro Templo do Espírito Santo. Lendo a história de Francesco Bernardoni, um moço rebelde da cidade de Assis que descobriu a fé e a necessidade de construir "templos" nos corações, percebo que muito mais as igrejas buscam espaço para a massa do que verdadeiramente um caminho curador para todas as dores e aflições. A Evangelização deve continuar, com apoio de todos nós, no entanto, entendo, se Jesus voltasse hoje ficaria decepcionado com os convites para inaugurar edificações e muito pouco seria chamado para eventos Pentecostais verdadeiros. E ainda, entraria com chicote em mãos em muitos lugares onde o comércio está disfarçado nos templos através de câmeras de televisão. Enfim, senti apenas que a notícia sobre a edificação desse templo pode levar a uma série de questionamentos. Outras igrejas, que não a católica, também estão inaugurando edificações babilônicas para atrair mais fiéis e mais emissoras de TV. Enquanto isso, milhões morrem na miséria todos os dias, inclusive no Brasil.
Texto: Luzardo Chaves

19 de out. de 2012

A PAZ QUE VOCÊ PROCURA.......


“A paz que você procura está no silêncio que você não faz...”
Ouvi essa frase em 1990, ano em que cheguei a Jaraguá do Sul. Dita pela minha, até hoje, amiga, Dorly Menslin. A intenção foi me levar a uma reflexão sobre o momento que eu atravessava. O fato de estar em uma cidade nova, maior que a de origem, longe de toda família, ainda com poucos amigos e, o mais agravante, sem minha mãe que havia perdido pouco tempo antes.
A Dorly era minha colega de trabalho, todos os dias fazíamos a refeição do almoço juntos. Nosso bate papo ocorria no refeitório da empresa (Breithaupt) ou na lanchonete do Sandro, também amigo da gente com estabelecimento na Marechal, em frente a loja.
Passados tantos anos, não consigo esquecer as colocações da minha amiga ao analisar a importância do silêncio interior. Nos sentimos, muitas vezes, perdidos em nossos sentimentos, não pelas pessoas que amamos, mas justamente por aquelas a nossa volta, no dia a dia. Colegas de tr
abalho, indigentes na rua, vizinhos, amigos de escola...sabe, as pessoas que encontramos no cotidiano. Ao invés de darmos importância para as coisas do espírito analisamos o que sai da boca das pessoas. Nos sentimos feridos, magoados, chateados e até incapazes de perdoar atos insanos de pessoas que nada refletem para a nossa vida.
A Dorly estava certa. Hoje, com mais de 40 anos, sinto necessidade desse silêncio interior, dessa paz que tanto pregamos e não buscamos. Meus filhos até tentam tirar uma casquinha quando minha opção é por filmes mais melosos, românticos, dramas com finais felizes, música mais tranquila. “Luzardo, tudo na vida passa. Amanhã verás que se tornou outra pessoa. Então busque no silêncio a paz para o seu coração e a partir disso vais entender melhor os atos das pessoas, a sanidade ou loucura de cada um e, melhor de tudo, te sentirás mais sábio para ajudar outras pessoas...”. Ela tinha razão...
Mas confesso: ainda sinto a necessidade do silêncio para encontrar essa paz, que as vezes chega, mas logo se vai. Não tenho pressa, sei que o equilíbrio vem com a experiência que só a vida é capaz de oferecer.

Texto: Luzardo Chaves

18 de out. de 2012

PODEMOS VENCER!


Podemos vencer!
Conversei ontem com um grande amigo. Enfrentou um problemão com o coração e disse ter pensado que a estrada chegara ao final. Fiquei atento a todos os detalhes da história e, claro, acabei emocionado e tocado pelas palavras.
Muitas vezes a gente torce para que este dia pule de vez e chegue o amanhã, no entanto, queremos pular essa etapa da vida sem resolver aquilo que nos aflige. Fico pensando: tanta gente enfrentando problemas vasculares, problemas como câncer e tantos outros. Enfrentam a vida com cabeça erguida e a gente aqui, lamentando alguns problemas passíveis de solução com nosso esforço.
Hoje é dia do médico. Sejamos curadores dos nossos problemas, da nossa alma e restauradores do espírito. Começa pela gente mesmo. Podemos vencer! Aqueles que enfrentam muito mais problemas que a gente estão anos luz à frente no que diz respeito a fé e a coragem de seguir servindo.  Façamos o mesmo...nos enchamos de fé e disposição para agradecer por mais este dia e pela oportunidade de enfrentar problemas de cabeça erguida.

Texto: Luzardo Chaves

12 de out. de 2012

CORITIBA - 103 ANOS


“Faça o que manda o seu coração. O resto, é resto, nem precisa falar nada”.
Um dia, me disseram isto e levei isto pela vida.
***
Cento e três anos.
Parte deles, eu tenho vivido. Muita gente vive isto também.
Pelo Coritiba, fiz o que meu coração mandou. Às vezes acertei; em outras, errei. Mas foi feito de coração, querendo acertar, querendo o bem, querendo o melhor . E o coração é Coxa, sem dúvidas.
Não fui o único a fazer. São tantos torcedores que fazem o mesmo, por coração.
São 103 anos de Coritiba Foot Ball Club, um time que já fez o coração de tanta, tanta gente, bater mais forte.
O coração de tanta gente é assim, em verde e em branco, que já se emocionou ao ver o time das camisas brancas com listras verdes pisando no gramado do Alto da Glória.
Sensações e sentimentos tão intensos. Inesquecíveis também. E quando o coração bate mais forte, é o que importa, é só o que interessa na cabeça de um torcedor apaixonado. É como aquela música que você já ouviu mil vezes e nunca se cansa, sempre quer mais. Quando vem do fundo coração, é assim: se sente, se vive, nunca se esquece.
Parabéns, Coritiba! Cento e três anos de muito amor de tanta gente! Longa vida para você, Coritiba!
Fonte: Blog do torcedor - A torcida que nunca abandona
Luiz Carlos Betenheuser Jr.

6 de set. de 2012

LIXO - ALTERNATIVAS

lixo 
alternativas
A mandioca que vira copinhos
As empresas começam a investir numa alternativa para evitar a poluição causada por plástico: um produto equivalente que é feito de plantas e raízes e se decompõe naturalmente
 Foto: Fernando Cavalcanti -
Parece, mas não é: Linha de producao de copinhos de bioplastico na fabrica da CBPak, em Sao Carlos: em vez de petroleo, fecula de mandioca como materia-prima
Os produtos de plástico são utilíssimos, a vida sem eles é impossível e os danos que causam ao meio ambiente são imensos. Até aí, nenhuma novidade. Segundo as estatísticas mais recentes, 150 milhões de toneladas desses produtos são fabricadas no mundo por ano e 95% delas vão parar em lixões, sem tratamento algum, ficando sujeitas a um processo de decomposição interminável. Uma solução pode estar na busca de um produto alternativo semelhante em tudo ao plástico, mas menos poluente. Estudos nessa direção estão avançando, e resultados já são vistos na produção de objetos - embalagens, garrafas, componentes de celulares, autopeças - feitos do chamado bioplástico. Assim como os plásticos convencionais, os bioplásticos são feitos de polímeros, e as propriedades e características dos dois (vida útil, resistência a choques e variação de temperatura) também se assemelham. A diferença está na matéria-prima: enquanto o convencional vem do petróleo, o "ecológico" é obtido da natureza, em grande parte na agricultura: da cana-de-açúcar, do milho, da mandioca, da batata e outros.

A maior vantagem do bioplástico é amenizar o aquecimento global provocado pela emissão de gás carbônico. Cada quilo de plástico feito a partir de petróleo libera cerca de 6 quilos de gás carbônico. Com os plásticos verdes acontece o contrário: cada quilo produzido representa a absorção de 2 a 2,5 quilos de gás carbônico devido à fotossíntese dos produtos agrícolas usados na sua composição. Também demandam bem menos energia na sua produção. Além disso, são 100% recicláveis e 70% deles são biodegradáveis e compostáveis - decompõem-se sozinhos, em 180 dias, em média.

Dois problemas ainda travam a expansão da indústria de bioplásticos. Um deles, a necessidade de mais pesquisas, vem sendo amenizado com o desenvolvimento de projetos no mundo todo. Entre os muitos usos do produto, já estão em fase de teste no mercado uma bola de golfe que se degrada e vira comida de peixe se cair na água, uma goma de mascar que não gruda e, num futuro mais distante, um filme invisível que envolve as frutas, impede que elas estraguem rapidamente e pode ser ingerido. Já o outro problema é mais complicado: ainda é muito caro produzir o plástico verde. A maior parte das empresas que atuam no setor está utilizando a cana-de-açúcar - a Braskem, no Rio Grande do Sul, produz 200 000 toneladas por ano de plástico derivado de polietileno formado a partir do processo de desidratação do etanol. Situada em São Carlos, no estado de São Paulo, a CBPak utiliza matéria-prima mais inusitada: produz atualmente 300 000 bandejas e copos de plástico para embalar alimentos feitos a partir de amido de mandioca e espera faturar 10 milhões de reais neste ano.

"Trata-se de um negócio que ainda está engatinhando e que enfrenta duas barreiras: o preço e a produtividade", diz Claudio Rocha Bastos, fundador da CBPak, que tem planos ambiciosos de ampliar sua produção em dez vezes. Embalagens ecológicas podem custar até o triplo das de origem fóssil e, mesmo tendo atingido, em 2011, a marca de 1 milhão de toneladas, a atual produção mundial não representa nem 1% do mercado de plásticos.
Os produtos de plástico são utilíssimos, a vida sem eles é impossível e os danos que causam ao meio ambiente são imensos. Até aí, nenhuma novidade. Segundo as estatísticas mais recentes, 150 milhões de toneladas desses produtos são fabricadas no mundo por ano e 95% delas vão parar em lixões, sem tratamento algum, ficando sujeitas a um processo de decomposição interminável. Uma solução pode estar na busca de um produto alternativo semelhante em tudo ao plástico, mas menos poluente. Estudos nessa direção estão avançando, e resultados já são vistos na produção de objetos - embalagens, garrafas, componentes de celulares, autopeças - feitos do chamado bioplástico. Assim como os plásticos convencionais, os bioplásticos são feitos de polímeros, e as propriedades e características dos dois (vida útil, resistência a choques e variação de temperatura) também se assemelham. A diferença está na matéria-prima: enquanto o convencional vem do petróleo, o "ecológico" é obtido da natureza, em grande parte na agricultura: da cana-de-açúcar, do milho, da mandioca, da batata e outros.

A maior vantagem do bioplástico é amenizar o aquecimento global provocado pela emissão de gás carbônico. Cada quilo de plástico feito a partir de petróleo libera cerca de 6 quilos de gás carbônico. Com os plásticos verdes acontece o contrário: cada quilo produzido representa a absorção de 2 a 2,5 quilos de gás carbônico devido à fotossíntese dos produtos agrícolas usados na sua composição. Também demandam bem menos energia na sua produção. Além disso, são 100% recicláveis e 70% deles são biodegradáveis e compostáveis - decompõem-se sozinhos, em 180 dias, em média.

Dois problemas ainda travam a expansão da indústria de bioplásticos. Um deles, a necessidade de mais pesquisas, vem sendo amenizado com o desenvolvimento de projetos no mundo todo. Entre os muitos usos do produto, já estão em fase de teste no mercado uma bola de golfe que se degrada e vira comida de peixe se cair na água, uma goma de mascar que não gruda e, num futuro mais distante, um filme invisível que envolve as frutas, impede que elas estraguem rapidamente e pode ser ingerido. Já o outro problema é mais complicado: ainda é muito caro produzir o plástico verde. A maior parte das empresas que atuam no setor está utilizando a cana-de-açúcar - a Braskem, no Rio Grande do Sul, produz 200 000 toneladas por ano de plástico derivado de polietileno formado a partir do processo de desidratação do etanol. Situada em São Carlos, no estado de São Paulo, a CBPak utiliza matéria-prima mais inusitada: produz atualmente 300 000 bandejas e copos de plástico para embalar alimentos feitos a partir de amido de mandioca e espera faturar 10 milhões de reais neste ano.

"Trata-se de um negócio que ainda está engatinhando e que enfrenta duas barreiras: o preço e a produtividade", diz Claudio Rocha Bastos, fundador da CBPak, que tem planos ambiciosos de ampliar sua produção em dez vezes. Embalagens ecológicas podem custar até o triplo das de origem fóssil e, mesmo tendo atingido, em 2011, a marca de 1 milhão de toneladas, a atual produção mundial não representa nem 1% do mercado de plásticos.
Fonte: abril.com.br